Artigo 398 – O que esperar de 2019

“O cheiro, de longe, é bom”

 

2018 foi um aninho estranho, não? Copa do mundo, eleições, muitos feriados, crise em vários países, ameaças de bombas entre EUA e Coréia do Norte, saída do Reino Unido da União Europeia, descoberta de esquemas de corrupção no Brasil que tiraram bilhões que poderiam ter sido usados em Educação, saúde, infraestrutura, etc. Um ex-presidente preso, os últimos quatro governadores de um estado importante (RJ) presos, alguns terremotos, alguns acidentes de avião e muita, muita intolerância política, religiosa e racial. É, mas se pararmos para pensar, tais fenômenos não fogem de uma média histórica. O balanço entre eles sim, mas na média, os últimos anos têm nos presenteado com vários deles.

Às vésperas de 2019, o que temos no cardápio? Por aqui na terrinha, um novo presidente, uma nova linha de condução do setor público federal (pelo menos na promessa, por hora), alguns super-ministros, escolhidos por critérios bem diferentes do que tínhamos até hoje, vários políticos novos sendo colocados em cargos importantes e em estados importantes, uma vontade enorme do novo governo de enxugar o setor público e vender parte das mais de 400 empresas estatais (coisa que em nenhum lugar do mundo existe), uma fome gigantesca de atacar a corrupção a nível nacional (como disse o presidente eleito, “Sergio Moro pescava de varinha, agora vai pescar com arrastão”) e uma aproximação enorme com uma linha de pensamento que vem sendo adotada por vários países, principalmente os EUA – “Primeiro nós, depois os outros”.

Nem me atrevo aqui a fazer qualquer juízo de valor sobre tais rumos. Até poderia, mas não faz parte deste espaço. O que importa aqui são os fatos e seus impactos na nossa carreira. E, se deixarmos qualquer emoção de lado, e nos atermos aos fatos e consequências econômicas, devemos ter um ano ótimo. Tal linha de condução gera um otimismo e uma confiança enorme do setor produtivo e empregador. Pesquisas recentes mostram uma confiança e um desejo de investir no Brasil que não se via há tempos. Converso muito com amigos que trabalham em empresas de recrutamento e o sinal é um só – vamos crescer e contratar em 2019!

Pois bem, se estes ventos soprarem mesmo e não houver nenhum grande fato, aqui ou fora, que tire o trem do trilho, todos nós devemos nos preparar para um ciclo de crescimento econômico, de emprego e de perspectivas. A pergunta é: Qual deve ser a postura em momentos como este? Na minha modesta visão, quando o vento está a favor, devemos nos lançar no mar e erguer as velas. Mas muito cuidado com um risco real – não se acomode, achando que o vento a favor vai te levar obrigatoriamente para onde quer na carreira. Como sempre digo, não deixe de remar também.

Remar, quando se fala de carreira, significa continuar estudando e se atualizando, manter a sua rede de relacionamentos viva e próxima, e concentrar-se muito na sua entrega de resultados. Só assim mais portas irão se abrir para você assumir novos desafios, ganhar mais dinheiro e poder colocar a sua energia, conhecimento e atitudes a serviço da sua carreira e do mundo. Até o próximo!