Artigo 86 – Pessimistas de plantão

“sorteio”
por Marcelo Veras | 26 de nov de 2012

"Afaste-se dos pessimistas. Estas pessoas são âncoras”

Que o mundo atual tem o seu lado duro e difícil todos sabem. A competitividade é gigante. As oportunidades, embora sejam muitas, são disputadas a tapa. O mundo nunca foi tão competitivo. As pessoas ambiciosas e que querem crescer profissionalmente precisam hoje, mais do que nunca, se dedicar de forma integral aos seus projetos e objetivos. Em função dessa competição desenfreada, nem todos conseguem atingir todos os seus objetivos, mas está provado que a persistência e a dedicação são a chave do sucesso.

Nas minhas aulas sobre gestão de carreiras e competências e quando dou coaching  aos meus alunos, sempre reforço a tese de que devemos fazer o nosso melhor em termos de planejamento de carreira e execução do que foi planejado. Devemos saber o que queremos, onde queremos chegar e montar um plano ousado e estruturado, deixando de lado o pessimismo e procurando nos concentrar nas nossas competências.

Com esta visão otimista e com os meus últimos sete anos estudando a fundo a gestão de carreira e competências, tenho conseguido inspirar alguns. Por outro lado, há uma legião de pessoas refratárias, que só reclamam da vida e nunca acham que é possível crescer. Reclamam das empresas onde trabalham, do chefe, dos pares, dos subordinados, do governo, dos políticos... de tudo. Se deixar, reclamam até de si próprias. Você conhece alguém assim? Provavelmente sim. São pessoas que enxergam sempre as dificuldades em primeiro lugar. Sempre acham que as coisas são difíceis e que o mundo está mais para uma roleta russa do que para um jogo de xadrez. Já constatei que a maioria dessas pessoas acredita que alguns foram premiados para serem vencedores e que elas não foram contempladas com este  da vida. Fico louco de raiva quando converso com alguém assim. Sempre tento contra-argumentar e mostrar um lado diferente de se encarar os desafios da carreira, mas confesso que ando perdendo a paciência. O pior é que estas pessoas, se a gente deixar, acabam nos contaminando com essa visão pessimista da vida. Parecem âncoras nos puxando para baixo.

Eu não sou um idealista. Aliás, sei muito bem que a gestão da nossa carreira não é nenhum conto de fadas. Os desafios são grandes e as batalhas são duras e longas. Já disse aqui neste espaço que a carreira está mais para uma maratona do que para uma corrida de 200 metros. Por outro lado, estou mais do que convencido de que objetivos claros, planejamento bem feito e persistência na execução nos levam a atingir, se não todos, a maioria deles. O mundo não é um e nem uma roleta russa. Há pessoas que nascem e crescem em condições melhores que outras, mas hoje, como nunca já visto em pelo menos nos últimos 4.000 anos de história, houve tanta mobilidade social e tantas oportunidades para quem quer trabalhar forte e se preparar cada vez mais. Oportunidade não se dá. Oportunidade se conquista. Mas as pessoas que não acreditam nisso ou que, no fundo, são preguiçosas e não querem fazer a sua parte, ficam por aí pregando o pessimismo e a ideia absurda de que a vida é cruel com alguns e premia outros por sorte ou mão divina. Acho que esta é uma bela desculpa para ficarem onde estão e não se mexerem. Uma desculpa para justificar a inércia.

Eu já tomei a minha decisão. Quando conheço uma pessoa com esta “doença”, tento sensibilizá-la e mostrar que ela está vendo o filme errado. Mas se percebo que não tem jeito, que estou diante de um pessimista de plantão, faço questão de me afastar. Sim, me afastar e para bem longe. Porque esse tipo de gente tem o poder de nos desanimar nos puxar para baixo.

E você? Será que não esta rodeado por alguém com este perfil? Se estiver, afaste-se e não compre esta versão equivocada do mundo moderno. Quem fica perto de gente pessimista, só vai ser puxado para baixo. Até o próximo!

por Marcelo Veras
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